Coluna: MISTER JOHN, O POETA DA PAZ

Por Fábio Marques

 


Por Fábio Marques

Era coisa de oito horas, oito e meia da noite daquele fatídico dia. Eu havia ido até a casa da Dona Natália, que por muito tempo trabalhou na portaria do Grupo Escolar Simon Bolívar, estudar para as provas finais com o meu colega de classe Roflins na rua da antiga rodoviária. Foi quando de repente apareceu por lá o John Mac Pio, vizinho da casa, que ficou famoso como vocalista da banda Black And White, e passou a notícia de primeira. – Mataram John Lennon!
De início, não dei a mínima, porque até então não sabia de quem se tratava. Só fui atentar para a importância do fato quando em casa ao assistir ao Jornal da Globo, me deparei com o saudoso Paulo Francis fazendo sua crônica direto de Nova York: “ Lennon baniu Reagan, Brejnev, Khomeini, Reza Phalevi, Líbano e Israel do centro de notícias... Com Lennon se foi não só toda uma época, mas todo um anseio por paz e liberdade que se tornaram quase impossíveis nos dias hoje...”. Nesta noite este noticioso encerrou-se com as músicas do ex-beatle como pano de fundo. Conhecia quase todas, mas agora estava curioso para conhecer a ilustre figura. Era o dia 08 de dezembro de 1.980. Eu recém havia completado quatorze anos.
Líder inconteste dos Beatles, banda que revolucionou a música e os costumes do mundo a partir dos anos 60; John Lennon foi quem mais se destacou como personagem individual tanto como músico como pelas atitudes em favor da paz mundial, o que fez com que ficasse com a “cabeça a prêmio” nos Estados Unidos. Vivia num mundo capitalista, mas lutava contra o capitalismo no sentido de que houvesse uma melhor igualdade para todos.
Suas músicas com propostas de paz e amor rodaram o planeta tentando alcançar ouvidos de gente como a gente que, como pedras rolantes neste mundo de princípios rasgados, ainda hoje não queremos acreditar que o sonho acabou. Estas músicas tiveram participação especial em muitas de nossas fantasias, atitudes e maneiras de enxergar a vida. São músicas que me fizeram amadurecer sem nunca abandonar meu ar de rebeldia.
Gênio da música, poeta da paz, humano, político, o homem que acreditou no amor, John Lennon deu uma lição ao mundo em todos os sentidos. Cultivou um amor que muito difícil os casais de hoje fazerem. Amou Ioko Ono quando com o dinheiro que tinha poderia ter amado todas as mulheres que quisesse.
Vale para a vida aquilo que o homem faz e deixa para o mundo como produto do bem. Obrigado Mister John! Embora este mundo ainda não tenha sabido discernir entre o bem e o mal e que ainda conserva fronteiras, ambição e ganância; este mesmo mundo agradece as mensagens de paz e amor que tu deixaste.
Obrigado Mister John! Talvez você jamais pudesse imaginar que aqui nestes confins do planeta poderia haver alguém a cultivar tuas mensagens e propostas. Tu continuas nos guiando, pois aqui seguimos ainda sem prumo e direção.

*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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