GUAJARÁ-MIRIM Rondônia

Coluna Almanaque: A QUESTÃO DO TRANSPORTE INTERMUNICIPAL


Por Fábio Marques

Não é de hoje que se tem ouvido reclames de toda espécie contrários ao modo de atuação da empresa Ipê Transportes e às péssimas condições de serviços prestados a população. Por muitas vezes estes reclames tem sido motivo de assunto nas conversas das redes sociais, nas esquinas, nos bares e tabernas. A falta de uma prestação de serviço de qualidade, a falta de higiene, banheiros entupidos, aparelhos de ar condicionado pingando água nos usuários durante todo o percurso e até problemas mecânicos nos veículos que obrigam os usuários a passarem horas e horas no meio da estrada tem sido uma constante nestas conversas.
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Em atenção a estes reclames, que também tem chegado à Câmara Municipal, o vereador Alexandre Mello protocolou ofício esta semana que enviou ao senhor Elias Resende, Diretor Geral do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de Rondônia, em que solicita uma efetiva fiscalização no contrato e na prestação de serviços da empresa Ipê Transportes em Guajará-Mirim.
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No último sábado, por exemplo, um ônibus desta empresa que saíra de Porto Velho com direção a Guajará-Mirim, apresentou problemas em seus motores por volta das 3 horas da manhã. Na ocasião, os viajantes ficaram por quase oito horas ao relento no meio da Amazônia, sem banheiros apropriados para utilização, fazendo suas necessidades nos arredores da rodovia, expondo-se a acidentes e correndo o perigo de serem picados por serpentes e aranhas.
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Alguns passageiros, por urgência de chegarem a esta cidade tiveram que se submeter a viajar de carona na rabeira de um caminhão de transporte de animais bovinos. Tirante o cheiro dos dejetos pecuários que tiveram que encarar, chegaram aos trancos e barrancos e estão passando bem. Mas ficaram no prejuízo. Pagaram por suas passagens, mas não chegaram aos seus destinos através da transação contratual que fizeram com a empresa de ônibus para esta viagem.
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O vereador está cobrando nada mais que a prestação de melhores serviços dando enfoque para as frequentes panes motoras nos ônibus da empresa. Segundo relatos, os ônibus da Ipê Transportes são perfeitos e exatos protótipos de sucatas. Não apresentam itens essenciais de segurança e conforto aos usuários e seus motoristas estão sendo penalizados com jornadas excessivas de trabalho. Deveria se tornar obrigatório a utilização de dois motoristas pelo menos nas viagens noturnas. Acidentes já ocorreram neste trajeto com esta empresa causando lesões corporais e levando pessoas à UTI dos hospitais da capital.
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Outra coisa que muito se discute e se palpita é a questão do monopólio da empresa que explora o mercado há cinquenta anos, não importa sob qual fachada. No mesmo endereço e com os mesmos veículos já funcionou a Viação Rondônia, a Novo Estado, a Real Norte e agora a Ipê Transportes. Deveria haver concorrência pública para que novas empresas pudessem se instalar pondo fim ao monopólio da empresa Ipê Transporte. Havendo abertura para novas empresas, haveria também a possiblidade de melhor prestação de serviços e eventual redução no preço das passagens.
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Por hoje é só amigos leitores!
*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.







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