Apenados causam tumulto em Unidade Prisional
Com a fuga de dois presos internados na Unidade Prisional do Regime Semi Aberto, em Guajará-Mirim, os demais presos deram início a um tumulto, terminando com danos matérias e ameaças.
Com a fuga
de dois presos internados na Unidade Prisional do Regime Semi Aberto, em
Guajará-Mirim, os demais presos deram início a um tumulto, terminando com danos
matérias e ameaças. Um detento continua foragido.
Conforme
relatos de agentes penitenciários, os detentos Rafael Fernandes Pereira, de 22
anos e Jorge Vieira Dos Santos Junior, na noite deste domingo (24), estavam
internados na cela da triagem da unidade, quando quebraram a porta da cela e a
dobradiça, em seguida danificaram a tornozeleira, conseguindo assim fugir do
prédio, que está localizado na Avenida Duque de Caxias, bairro Santa Luzia. Mesmo
com poucos agentes penitenciários de plantão, estes ainda conseguiram deter Rafael,
tendo o apoio de uma guarnição da Polícia Militar. Ao retornarem com o apenado
para o prédio, depararam com os detentos iniciando um tumulto. Disparo de arma
de fogo foi necessário para acalmar os ânimos dos detentos, pois forçavam as
grades. Genilson Mejia Valente foi retirado da cela após intensificar ameaças
de morte a um dos agentes que encontrava-se no local. O detento foi retirado,
mesmo reagindo contra os agentes com o uso da força moderada. Elson da Silva
Duarte acusado de induzir os presos também foi retirado da cela. De acordo ainda
com os agentes, as ameaças intensificaram com a saída dos presos que apresentavam
sintomas de embriaguez alcoólica. Jorge Vieira continua foragido do regime semi
aberto.
“O Mamoré”
apurou que os plantões na Unidade Prisional estão sendo realizados por três
agentes por turno, para fiscalizar detentos alojados na unidade e aqueles que
são monitorados pela tornozeleira. A estrutura do prédio também não apresenta
segurança para agentes e para o próprio preso, diversas ocorrências foram
registradas por agentes onde os presos conseguem com facilidade adentrar com
drogas e bebida alcoólica no prédio, devido à falta de contingente e a
estrutura física do prédio.