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Militares do Exército entram no combate ao Aedes Aegypti

Ação está sendo realizada em todos os bairros de Guajará-Mirim. Soldados visitam residências para identificar criadouros do Aedes Aegypti.
Os militares atuam em duplas visitando as casas à procura de focos do Aedes Aegypti (Foto: Júnior Freitas/G1) 
Os militares atuam em duplas visitando as casas à procura de focos do Aedes Aegypti

O 6º Batalhão de Infantaria de Selva (6º BIS) iniciou, na manhã da última terça-feira (26), o apoio ao Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Nuvepa) no combate a dengue em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho.
Cerca de 54 soldados realizaram vistorias no Bairro Jardim das Esmeraldas, com o objetivo de identificar criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.
Ao G1, o tenente coronel Halley Dantas, que é o atual comandante do 6º BIS, disse que um oficial, três sargentos e 50 cabos e soldados estão empenhados na campanha. "Vamos operar em duas fases, na primeira será feito o cadastramento das residências e identificação dos problemas. Na segunda fase, realizaremos um plano de ação conjunta para que possamos atuar no combate aos focos e na diminuição dos riscos das doenças", declarou Dantas.
De acordo com a chefe da divisão epidemiológica do município, Sandra Durães, os soldados não fazem o tratamento dos criadouros, porque somente os agentes de endemias são treinados e capacitados para utilizar o larvicida, que é um produto químico. A campanha iniciou no dia 21 de dezembro de 2015 e se encerrará no próximo dia 31, mas a ação continua até julho.
"Os militares fazem as visitas em duplas, orientam o morador, identificam criadouros e nos enviam os relatórios para que nossos agentes possam posteriormente ir até o local e realizar o tratamento. Essa parceria aconteceu através de um plano de ação com várias entidades. No último mês tivemos 58 suspeitas e oito casos de dengue confirmados, mas nenhum de chikungunya e nem de zika", explicou Sandra.
A dona de casa Hilma de Oliveira, de 53 anos, que mora no Bairro Jardim das Esmeraldas, acredita que falta consciência de algumas pessoas quanto à situação e que todos devem fazer a sua parte, limpando os quintais para não deixar acumular água.
"Tem gente que vem jogar lixo nos terrenos baldios aqui perto e também nas ruas. Muitas vezes eu faço uma limpeza geral no meu terreno e também olho nas proximidades se há criadouros. Já peguei dengue e demorei a me recuperar, é ruim demais", comentou a mulher.

Fonte: G1.
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