Cineamazônia Itinerante começa atividades na Resex Rio Ouro Preto
Unidade de conservação de uso sustentável foi uma das quatro primeiras criadas no Brasil e recebeu o Cineamazônia Itinerante pela segunda vez na quarta-feira (23).
A noite da quarta-feira (23) foi bastante especial
para o Cineamazônia Itinerante: o projeto iniciou suas atividades no espaço
comunitário da Resex Rio Ouro Preto, que fica a 50 quilômetros por estrada de
chão de Guajará-Mirim.
A unidade de conservação de uso sustentável foi uma
das quatro primeiras criadas no Brasil e recebeu pela segunda vez a atividade
do projeto que levou muitos filmes curta metragens e a apresentação do palhaço
Cloro (artista argentino Diego Gamarra). A dona Francisca Rodrigues, de 66 anos,
também teve seu depoimento exibido, após participação no projeto do
Cineamazônia Itinerante, chamado de Museus Vivos. “Nossa
comunidade tem dificuldades de acesso, logo, é difícil ter esse tipo de
diversão para todos, tanto o cinema quanto a apresentação do palhaço. Esta é a
segunda vez que vocês vêm até nós e gostamos muito da presença de todos”, disse
Micilene Rodrigues, presidente da Associação dos Moradores da Resex Rio Ouro
Preto.
Uma turma de alunos da escola 10 de Abril, do Ramal
dos Seringueiros, que fica na parte de acesso terrestre a Resex Rio Ouro Preto,
participou com muita animação da projeção das produções cinematográficas e da
apresentação circense. “Como estamos distantes de Guajará-Mirim fica mais
complicado a gente sempre levar as crianças para terem acesso a arte e a
cultura. Isso é importante no processo de formação do caráter e da educação
delas. Gostei da oportunidade e queremos voltar várias vezes”, afirmou a
professora Hélia Souza, responsável pela turma de crianças com idades entre 07
a 12 anos de idade.
Para o representante do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Vinícius Cunha, que patrocina o
Cineamazônia há sete anos, não tem preço levar cultura e arte para os lugares
mais distantes do país. “Mesmo morando no Rio de Janeiro, esta é a segunda vez
que venho a essa região de Guajará-Mirim. Para nós do BNDES, é um golaço
marcado pelo Cineamazônia levar essa iniciativa de cinema e circo para os
lugares mais distantes da Amazônia. Eu estou encantado com a alegria e
participação da plateia na atividade de hoje. Estamos muito felizes em ajudar a
fazer um projeto especial dessa magnitude”, destacou ele.
Mais
Cineamazônia
O Cineamazônia Itinerante continua a segunda etapa
do projeto, com a exibição de filmes e apresentações circenses com o palhaço
Cloro em 18 localidades no Vale do Mamoré e ao longo do Rio Guaporé até o dia
12 de setembro, quando encerrará suas atividades em Cabixi, no cone Sul do
estado.
A equipe do Cineamazônia irá até comunidades
ribeirinhas e quilombolas, reservas extrativistas, tanto do lado brasileiro
como do lado boliviano.As primeiras apresentações serão feitas na estrada, como
ocorreu na primeira etapa da itinerância.
Depois da Resex, o caminho ainda foi por terra,
nesta quinta-feira (24), com Guajará-Mirim abrigando o segundo dia da
programação, na paróquia Nossa Senhora Aparecida.
Em seguida, vem a cidade boliviana Guayaramerín na
sexta-feira (25). Por fim, o distrito do Iata fecha as atividades na Pérola do
Mamoré, no sábado (26).
Serão alternados municípios e localidades
rondonienses e bolivianas. San Lorenzo no dia 28 e Surpresa, no dia 29 serão as
primeiras localidades a receberem o projeto após a passagem por terra.
A 15ª edição do Cineamazônia tem o patrocínio do
BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e da
Lei Rouanet. Ainda tem o apoio cultural da Sejucel, Funcultural, Fecomércio e
SESC Rondônia. O Cineamazônia é associado ao Fórum dos Festivais e membro do
Green Film Network.


