Crônica de quem não vê, mas enxerga muito além...
Por professor Lourione
Tribunais de Justiça entram na era da transparência
Por professor Lourione
Os Tribunais de Justiça instalados por todo país,
indiscutivelmente, prestam relevantes serviços a nação brasileira, sobretudo,
na observância e na aplicação da legislação em vigor no Brasil.
Juízes esforçam-se para apurar as denúncias e julgar os
implicados no descumprimento da lei. Condenando-os quando culpados.
Agentes públicos principalmente do Poder Executivo e do
Poder Legislativo, frequentemente respondem processos por improbidade
administrativo, peculato, dentre outros.
O Poder Executivo e o Poder Legislativo, são obrigados por
Lei, dar transparência a todos os seus atos administrativos. E isso está
absolutamente correto.
Reflita um pouco sobre este provérbio popular: "Quem
muito cuida do rabo alheio esquece de cuidar do seu".
Pois é, A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e
do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia,
decidiu que o órgão vai investigar a folha de pagamentos de
todos os magistrados do país.
De acordo com a portaria publicada no dia 18 de agosto, pelo
CNJ, os tribunais de Justiça de todos os estados deverão enviar mensalmente ao
conselho cópias do contracheque dos magistrados cinco dias
após a liberação do pagamento.
A medida foi tomada após o surgimento de suspeitas de
irregularidades a 84 juízes do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT).
O caso veio à tona após a imprensa publicar que um dos magistrados
recebeu R$ 503 mil em julho. Diante do fato, o conselho determinou a suspensão
imediata de novos repasses.
Segundo o TJ do Mato Grosso, os pagamentos foram amparados
em decisão do próprio CNJ.
Um dos magistrados beneficiados pelo pagamento de R$ 503
mil, disse que os valores foram recebidos como compensações legais por ter
atuado por dez anos em comarcas maiores da que está lotado.
A partir do mês de setembro de 2017 todos os tribunais do
país submetidos ao controle administrativo do Conselho Nacional de Justiça
terão que encaminar, até cinco dias após o pagamento aos magistrados, cópia da
folha de pagamentos realizados para divulgação ampla aos cidadãos e controle
dos órgãos competentes e para controle da regularidade do orçamento e finanças
de cada Tribunal pelo Conselho Nacional de Justiça, diz a portaria do CNJ.
Conforme a nova norma, o CNJ vai divulgar em seu site todos
os dados sobre a folha de pagamento dos magistrados do país. E isso é
absolutamente correto.
