Prefeitura de Guajará propõe que Estado assuma hospital definitivamente
Gastos mensais no Hospital Regional ultrapassam R$ 1 milhão, diz prefeito. Secretário adjunto diz que foco do Governo está na conclusão do novo hospital.
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| Audiência pública foi realizada na última quarta-feira, 30, no Fórum Nelson Hungria |
A audiência que foi proposta pelos Tribunal de Justiça do Estado e da
Vara do Trabalho foi realizada para discutir vários assuntos
relacionados à saúde de Guajará-Mirim e também de Nova Mamoré (RO),
cidade vizinha situada a cerca de 40 quilômetros. Participaram
autoridades políticas dos dois municípios, representantes da Justiça e
também do Governo do Estado.
Segundo o prefeito Cícero Noronha atualmente o município gasta
aproximadamente R$ 1, 3 milhão para manter o Hospital Regional em
funcionamento, um valor que está fora da realidade do orçamento da
administração.
“Isso vem provando um endividamento sem precedentes para as finanças da
prefeitura. Expomos que não temos como continuar arcando com esse tipo
de atendimento. Apresentamos duas propostas para que o Estado reassuma o
hospital com as despesas e o município fique com a parte administrativa
a partir do dia 15 de setembro. Não há condições e a prefeitura pode
ter uma quebra financeira, pois o valor não fecha”, declarou Noronha
depois da audiência.
O Hospital Regional atende pacientes de Guajará-Mirim, Nova Mamoré e
também de distritos próximos e até da Bolívia, que atravessam a
fronteira para receber atendimento do lado brasileiro. A unidade está
sendo administrada pelo município e estado desde que ficou sob
intervenção judicial ainda em agosto de 2016.
Sobre a proposta da prefeitura de Guajará-Mirim, o atual secretário
adjunto de saúde do Estado de Rondônia, Luís Maiorquin, disse que o
Governo se comprometeu em continuar ajudando a manter a unidade, mas que
também não tem condições de assumir de maneira definitiva as despesas
para manter o hospital.
De acordo com o secretário, o foco agora está na conclusão do novo Hospital Regional, que ainda não está em funcionamento.
“O Estado vem contribuindo com essa região de forma continuada e com o
debate construtivo, principalmente em relação ao novo hospital, que terá
administração tripartite, com participação das esferas federal,
estadual e municipal”, explicou Maiorquin.
Após o encerramento da audiência nenhuma decisão em relação a
administração do Hospital Regional Perpétuo Socorro foi tomada pelas
autoridades e a Justiça. O posicionamento final de quem vai assumir a
unidade não tem previsão.
Fonte: G1
