Homenagem Alex Duarte e Patrícia Marchi


 Chegamos ao fim de mais um ano... Esse 2020, possivelmente, não deixará saudade, no entanto, perdas, sofrimento, desafios, mudanças e, principalmente, aprendizados foram marcantes nesse 2020. Estamos diante de uma grave doença, a Covid-19, que assolou o mundo mudando paradigmas, conceitos, comportamento e principalmente nossas relações familiares e profissionais. Nós, Professores (a) e Educadores (a), impossibilitados de exercer nossa profissão no ambiente escolar, transformamos nossas residências em verdadeiras salas de aula, enfrentando o desafio de se modernizar sozinhos e adquirindo nossos próprios equipamentos, perdendo auxílio transporte e não recebendo nenhum auxílio econômico para os gastos com energia e internet. 

Essa terrível doença e suas consequências, principalmente em nossa prática educacional, trouxe a necessidade de reconhecermos o óbvio de que nenhum de nós está só nesse mundo. Cada um de nós é um ser no mundo, com o mundo e com os outros. 

Como dizia Paulo Freire: “viver ou encarnar essa constatação evidente, enquanto Educador e Educadora, significa reconhecer nos outros - os educandos no nosso caso - o direito de dizer a sua palavra. Direito deles de falar, que corresponde ao nosso dever de escutá-los”. 

 Como fazer isso no ambiente virtual ou mesmo com atividades impressas? É inegável que o ano educacional com relação ao ensino-aprendizagem foi de perdas e defasagens que prejudicaram muito nossos alunos. Outrossim, esse ano escancarou as desigualdades existente em nosso sistema educacional nas redes públicas de ensino, como a falta de recursos, planejamento, sistemas informatizados e acesso à internet de qualidade. Todos esses são problemas recorrentes na educação brasileira,  sem falar na formação continuada dos Professores. 

Diante de tantos problemas e desafios, não vejo outro caminho a não ser lutarmos juntos por uma educação e um país melhor para todos nós. Precisamos enfrentar juntos as dificuldades que continuarão a nos assolar em 2021 na educação brasileira. Não podemos nos fragmentar como categoria, precisamos de uma mentalidade coletiva, forte, respeitando a singularidade de cada um de nós. 

Como Professores de humanas sempre acreditamos que isso é possível, lutamos diariamente para que nossos alunos e companheiros de profissão possam compreender o significado transformador da Educação. Há dez anos temos uma parceria de trabalho, de companheirismo, de respeito e fundamentalmente de amizade. Costumamos lembrar do Sociólogo Francês do século XVI Étienne de La Boétie, “a amizade fornece razão (ratio: proporção, medida), nossa única arma eficaz contra tempos líquidos e absolutamente destemidos. 

Relações que se mantém pela constância, onde sabemos o que esperar do próximo, sabemos de sua proximidade, temos confiança em sua presença e apoio: relações de coerência, onde compreendemos o que nosso amigo quer e espera, há possibilidades de comunicação dos desejos, vontades e expectativas em relação a vida: relações de conveniência, claro, óbvio, pois um amigo é aquele que mais se harmoniza conosco, nos traz felicidade e boas experiências. As coisas se encaixam, tudo flui, a risada é mais alegre e o abraço é o mais sincero. A beleza da amizade está em ser uma relação onde o resultado da soma das partes é maior que cada uma delas individualmente”!!!

Vivemos nossa amizade como um ato político, pois ela não nos permite baixar nossas cabeças e sermos resignados diante dos acontecimentos!! A amizade nos dá potência para seguirmos em frente em nossos propósitos de servir ao outro tentando sempre construir caminhos para uma Educação verdadeiramente maiúscula e transformadora!!

Professores e Historiadores Alex Duarte e Patrícia Marchi


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