GUAJARÁ-MIRIM Rondônia

Coluna Almanaque: FINAL DE SEMANA EM PORTO VELHO

 


Por Fábio Marques

A convite do amigo Sérgio Bouez, viajei a Porto Velho no final de semana. Quando o ex-presidente da Câmara não viaja com a família, há tempos que me convida para estas viagens. De conversa agradável, falamos quase sempre sobre política, problemas da cidade e filosofias de vida. Não sentimos as penosas horas de viagem tamanha a dinâmica dos assuntos tratados no percurso deste trajeto. Temos estilos de vida quase que contrários. Mas sabemos respeitar os lados opostos de cada um na esfera do quadrado do círculo que nos rodeia.
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O último Decreto do Governo do Estado me surpreendeu na sexta-feira em Porto Velho. Enquanto pagava as compras de pacotes de víveres no Mercado Araújo, a cerca de 100 metros do Edifício Chico Torres, a senhora do caixa alertou: melhor que comprasse mais algumas latinhas porque após às 18 horas estaria proibida a venda de etílicos até segunda-feira. Achando um absurdo a impostura do Decreto, acabei pegando mais oito Bohêmias.
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Nós bebemos e os escrotos do Governo é que ficam bêbados.
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O pior de tudo: todos os botecos fechados. Sempre que estou na capital do Madeira e me hospedo no Edifício Chico Torres, costumo frequentar o Fofoca Bar, boteco situado na Rua Jaci-Paraná, nos fundos do Mercado Araújo. Em seu interior assisto futebol, degusto umas quatro cervejas e devoro um quibe de quase 10 Reais que não fica pedindo nada depois além de um Sonrisal. Mas nesta sexta-feira o Fofoca Bar também estava fechado por conta do tal Decreto.
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Boteco é santuário. Boteco é o ultimo reduto das palavras. Entre um copo de cerveja e outro, as palavras adquirem valor no boteco. Desde as últimas cagadas do Governo Federal até as burrices do esquema tático do Vasco da Gama, tudo é assunto no boteco. Boteco é o melhor espaço que já se construiu para observar e apreciar a vida e o mundo. Boteco é relax.
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Mas na contramão do relax e do espírito das leis, o mandante do Governo do Estado quer reprimir com uma medida que talvez projetem apenas problemas ou desejos de ordem pessoal ou sexual que também reprime, dando valência para o poderio de comando que hoje ostenta seu medíocre governo.
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Sexta-feira também foi o dia da Colação de Grau do jovem William Carvalho. De Guajará-Mirim, formado em Direito pela Faculdade de Rondônia (Faro), William é filho do sargento da Reserva da Polícia Militar, Francisco Carvalho, o Chiquinho, que hoje trabalha na Câmara Municipal como Diretor de Patrimônio. Um abraço para o Chiquinho, pai com muito orgulho de seu mancebo.
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No sábado, além das pupunhas cozidas compradas numa feira de rodízio que naquele dia se instala nas cercanias, no bairro Nova Porto Velho, quase que por toda a manhã, como um matuto, estive na esquina da Avenida Jorge Teixeira a observar carretas e automóveis, ambulâncias tocando sirenes pedindo passagem no trânsito, mulheres voltando das academias, gente pedindo esmolas, dormindo na calçada, vendendo morangos, fazendo trapézios nos semáforos, enfim, gente fazendo a paisagem da pequena cidade-metrópole.
*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.


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