Coluna Almanaque: HÁ BARES QUE VEM PARA BEM

Por Fábio Marques

 


Por Fábio Marques

Beber hoje em Guajará-Mirim é uma tarefa das mais difíceis. Em priscas épocas a cidade já foi mais provida de bares e ambientes decentes. O problema é que muito raro os bares sobrevivem às crises do comércio, aos “pinduras”, a falta de freguesia e a outros fatores. Nos infindáveis anos 80 bebemos a Guajará-Mirim inteira com todas as suas músicas, conversas e mulheres, estas últimas, é lógico, apenas com rasgados e atrevidos elogios às suas belezas naturais.
Foi na finada Toca do Brito que este que vos escreve celebrou seu primeiro porre nesta homérica vida. O fato ocorreu numa noite de quarta-feira em 1982. Tinha 16 anos à época. Nesta entrada no mundo da cerveja me fizeram companhia os amigos Glaubério, Luquinhas e Chiquinho Nogueira, todos In Memorian.
De lá para cá fizemos um roteiro dos mais invejáveis aos experts da vida boêmia. Bebemos cerveja no Samba 5, no Bar do Cenag, na taberna do Celso Lobato, no Varanda som, no bar Calçadão, no bar do Hotel Camponês, no Kiberama Bar, no bar daquele pessoal que possuíam lojas de compra de ouro na Avenida Costa Marques e que às sextas-feiras assavam um costelão que atiçava todo o comércio e também no Tropical bar, no começo ali onde hoje funciona a Novalar e depois ao lado da oficina do Cabeça-Seca, nos fundos da catedral.
Cansaram? Aguentem aí que tem mais. Quem aí que esteja entre os cinquenta e sessenta anos, não recorda do Talismã Drinks na Praça Mário Correia? Não chegamos a beber no Talismã que findou suas atividades no começo dos anos 80, mas sim no seu sucessor, o Stop Drinks do PQD. Do antigo Talismã, quem cruzasse a rua, passaria pelo Dame Blanche e quem pegasse a Avenida 15 de novembro, seria obrigado a passar pelo Bar Guajará na esquina do Colégio Simon Bolívar, o Bar Quixadá, o Tango do Pará e o Amarelinho. Do Amarelinho, quem virasse à esquerda passaria pelo Bar da dona Ana ou pelo Bar do Timóteo em frente ao Hotel Jamaica. Mais adiante havia o Bar do Bragado e o Guadalquivir. Quem virasse à direita, iria se deparar com pelo menos uns oito botecos no bairro Boca Negra, entre os mais famosos, o Uirapuru, o Bar da Deta, o Los Andes e a birosca do Raimundo Lero. Seguindo mais adiante sentido bairro Industrial, os fregueses iriam encontrar o Viracopos, o bar e pizzaria Chaplin, o bar do seu Renato, a agitada Superpão, o bar do Gonçalo, o Luiz da Peixada e o Hipopótamos. Na periferia tínhamos o Roda Viva, o bar do Venâncio, o bar da Creuza, do Nego Chico e do Juscelino. Dos mirantes Por do Sol e o da Cachoeira falamos numa próxima matéria, até porque merecem um artigo a parte.
Hoje restaram apenas o boteco do Clóvis, o Bar do Ulisses, o bar do Domingos, o bar do Esperidião e o bar Bon Vivant, este último sob nova direção e no aguardo dos distintos clientes.
*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.
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