Coluna Almanaque: A VIDA REAL NÃO É NOVELA

Por Fábio Marques


 Por Fábio Marques

À falta de assuntos políticos, hoje apenas estórias.
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Vítima de seqüestro, o magnata estava inquieto na saleta onde os marginais o haviam trancado. Só uma coisa ocupava sua cabeça: se sua família havia pagado o resgate. De repente um rapaz adentra o quarto e pergunta: - o que o tem levado a fazer todas essas coisas que tem feito na vida?
- Quem é você?
- Aqui quem faz as perguntas sou eu. Por que você faz essas coisas como comprar políticos para aprovar teus projetos de ambição, patrocina campanha de prefeitos, manda para a rua da amargura 50 por cento dos teus empregados, por que você é um patife seu filho da puta?
- Eu nasci dentro do sistema e não posso me rebelar.
- Eu também nasci dentro deste sistema e posso me rebelar. A propósito, tua família não pagou o resgate – O rapaz disse isso e encostou o revólver na cabeça do dono do atacado antes de estourar-lhe os miolos.
Em seguida se arrancou dali com o dinheiro do resgate para nunca mais.
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Estava o dono da empresa num resort na companhia do político que ajudou a eleger. No cardápio a falta de caráter de ambos e pratos de refino culinário.
À noitinha, depois de fazerem amor, o comerciante colocou o político para repousar, acomodou-se na varanda do bangalô, abriu um Balantines e retirou de sua valise um paquete com cocaína. Por volta de meia noite, latidos de cachorros chegaram-lhe aos ouvidos. De repente deparou-se com um menino de seus quatorze anos apenas de calção, sem camisa, cabelos louros e com um pé virado para trás. O garoto acalmou os animais e se apresentou: - Boa noite! Será que o senhor poderia me ajudar numa dúvida?
- Se estiver ao meu alcance... Respondeu o magnata.
- Deus existe mesmo ou não passa de invenção do ser humano?
- É claro que existe.
- Muito obrigado. Então se Deus existe tudo é possível.
Ato contínuo, o Curupira adentrou outra vez a floresta de onde havia surgido com seus doze cachorros selvagens para nunca mais.
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Por ser o mais culto e politizado, Judas Iscariotes era o discípulo mais querido de Jesus Cristo. Quando o Homem de Nazaré deu início à convulsão social ao expulsar os vendilhões do templo, Judas teria lhe falado: - Bicho, é o seguinte: esta é fórmula perfeita da revolução. Com este compasso, em pouco tempo a gente vai conseguir também expulsar os romanos da terra de Deus.
Neste instante, Jesus apanhou uma moeda que um dos vendilhões havia deixado cair, guardou-a para si e sentenciou: - A César o que é de César e a Deus o que é de Deus!
Judas, que era muito ético, achou que Jesus não estaria batendo bem da cabeça. Neste dia tomou um baita porre e entregou Jesus para a polícia romana. Ao ser indagado pelos milicos de Pôncio Pilatos porque havia entregue Jesus, respondeu: - Este sujeito é um traidor da causa!
*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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