GUAJARÁ-MIRIM Rondônia

Coluna Almanaque: GUAJARÁ-MIRIM, PROBLEMAS E SOLUÇÕES


 Por Fábio Marques

Aclamada por décadas como Cidade Pérola, Guajará-Mirim hoje é apenas o retrato mal acabado das nostalgias de sua época do Eldorado. Há mais de vinte anos largada ao abandono por instáveis governos, Guajará se definha aos poucos num sinistro estado terminal que infecta a cidade inteira e toda sua população.
Este estado de Deus-Dará é visível em todos os espaços públicos e se impacta de forma mais aguda nos bairros carentes de infraestrutura que não possuem rede de esgotos, as casas são obrigadas a construir fossas sanitárias, muitas avenidas ainda de chão, sem limpeza nem capina, os pedestres tem que disputar a passagem com os veículos por conta do matagal nas beiras das avenidas, os córregos de água que atravessam terrenos, além do mau cheiro, aumentam ainda mais a propagação de mosquitos e doenças.
Guajará-Mirim possui uma extensa área física sem nenhum proveito porque pertencem à reservas ambientais. Existe um Projeto de Lei que contempla a prefeitura com recursos por conta desta situação. A proposta de criação do imposto pela obrigação de preservar o meio ambiente vislumbra aumentar a arrecadação municipal através destes “royalties”. Embora sabido que o montante destes recursos estejam suprindo todos os meses a prefeitura com vultosas quantias, não se tem notícia da aplicação do dinheiro. Aonde é que estão torrando este dinheiro?
Com poucas exceções, aqui temos empresários que cresceram pelo mérito e pelo trabalho. Tiveram coragem e disposição para arriscar e hoje garantem emprego para muita gente. Um exemplo deste tipo de empreendedor chama-se Virgílio Gomes da MS Distribuidora. Gerando 220 empregos diretos, Virgílio Gomes hoje é uma das pessoas que mais contribuem para o progresso e o desenvolvimento de Guajará-Mirim.
A Área de Livre Comércio é dotada de condições para exercer o livre comércio de importação e exportação. Foi criada com o objetivo de promover o desenvolvimento das regiões de fronteira. Nos últimos tempos, equações negativas tem deixado empresas e indústrias “cabreiras” quando o assunto é investir em Guajará-Mirim. É preciso conquistar a confiança daqueles que desejam investir na cidade. É preciso criar condições para a atração e fixação de indústrias de alta produção, fazendo desta cidade uma similar de Foz do Iguaçu.
Há também que se entender que cidade desenvolvida não significa apenas implantar um sistema de comércio que ofereça empregos, mas também abrir uma conexão entre estes ativos e as salas de aulas municipais, uma saúde pública de qualidade e as melhorias substanciais na vida de todos os cidadãos.
O problema é que todos sabemos quais são os problemas da cidade e as soluções para estes problemas, mas nos calamos. É preciso acabar com este silêncio. Esta acomodação não encontra mais espaço nos dias atuais. Enquanto ficamos com a poeira da miséria, empresas de fora que mal estão gerando um emprego, faturam às custas dos incentivos que a cidade oferece, ficando cada vez mais ricas. Enquanto seus caminhões destroem nossas avenidas, as escolas estão ao abandono, a saúde encontra-se à míngua, a pobreza aumenta e a violência campeia.

*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.








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