Polícia Civil desarticula tentativa de entrada de drogas no presídio de Guajará-Mirim e prende mulher ligada a facção
| Local onde a jovem foi presa em flagrante por tráfico de drogas |
Após o êxito em frustrar o plano de execução, os investigadores mantiveram diligências ininterruptas, com o objetivo de localizar outros membros da organização criminosa ainda em situação de flagrante, sobretudo aqueles ligados à logística de armas e à logística financeira da facção.
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Investigação aponta arma usada em tortura
Durante a apuração, a Polícia Civil constatou que, no crime de tortura ocorrido no bairro Planalto, foi empregada uma arma de fogo, possivelmente um revólver, que estaria sob a guarda de uma mulher identificada pelas iniciais E. S. M. S., moradora de uma vila residencial localizada no bairro Nossa Senhora de Fátima.
Segundo a investigação, a suspeita é companheira de um apenado recolhido no Presídio Masculino de Guajará-Mirim e mantém estreito vínculo com a facção criminosa, inclusive com autorização para a comercialização de drogas. A Polícia Civil destacou que, no âmbito da organização criminosa, comerciantes de entorpecentes são previamente cadastrados e obrigados ao pagamento periódico de valores, conhecidos como “alvará de funcionamento”, além de se submeterem às ordens da facção.
Flagrante de tráfico
De posse das informações, os policiais se deslocaram até a residência da investigada e a encontraram no momento em que se preparava para levar a droga que seria entregue ao seu amásio no presídio, utilizando uma bicicleta elétrica de cor preta. Ela estava acompanhada de outra mulher, que é monitorada pela Justiça e cumpre pena pelo crime de tráfico de drogas.
Durante a abordagem, os agentes localizaram, na cestinha da bicicleta, uma sacola contendo roupas pertencentes ao filho da suspeita e diversos invólucros de substância entorpecente, identificada como maconha. Questionada, E. S. M. S. assumiu a propriedade da droga, levantando a suspeita de que o material seria introduzido no sistema prisional.
Sobre a arma de fogo investigada, a mulher afirmou aos policiais que eles teriam “dado o bote errado”, recusando-se a prestar mais esclarecimentos.
Diante do flagrante, ela recebeu voz de prisão pelo crime de tráfico de drogas. Com a suspeita, foram apreendidos dois aparelhos celulares, sendo um de uso imediato e outro oculto no interior de um guarda-roupas, enrolado em tecido, os quais serão analisados no curso da investigação.
A mulher que a acompanhava foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil na condição de testemunha. O caso segue sob investigação para identificação de outros envolvidos.
Fonte: O MAMORÉ

