MPF/RO quer nomeação imediata de veterinários aprovados em concurso, uma vaga é para Guajará-Mirim
Mesmo com candidatos aprovados em concurso, Superintendência Federal de Agricultura tem utilizado pessoal terceirizado para atividades de fiscalização.
Mesmo
com candidatos aprovados em concurso, Superintendência Federal de
Agricultura tem utilizado pessoal terceirizado para atividades de
fiscalização.
Fonte:
Assessoria
O
Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) ingressou com uma ação
civil pública na qual pede que a Justiça Federal obrigue o Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a nomear candidatos
aprovados em concurso público, na especialidade médico veterinário.
Segundo o MPF/RO, o Mapa tem usado veterinários cedidos pelo governo
estadual, municípios e particulares, e, com isso, deixou de nomear os
aprovados no concurso.
A
validade do concurso público termina em julho deste ano e, por isso, o
MPF/RO pede que a Justiça Federal conceda uma liminar para que a
nomeação dos aprovados seja o mais rápido possível. O concurso público
teve 15 aprovados em Rondônia, sendo que três já foram nomeados (um para
Guajará-Mirim e dois para Porto Velho) para as vagas inicialmente
previstas no edital. Há ainda 12 candidatos aprovados para vagas
reservas.
A
ação civil pública decorre de uma investigação iniciada em 2015, que
apurou irregularidades na terceirização de serviços privativos de
fiscais agropecuários federais na especialidade de médico veterinário.
Na investigação, constatou-se que o Mapa tem celebrado acordos de
cooperação técnica com a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril
(Idaron) e diversos municípios (Chupinguaia, Jaru, São Miguel do
Guaporé, Vilhena, entre outros) para que veterinários cedidos exerçam,
em caráter temporário, as funções de fiscalização do Mapa.
Para
fazer esta terceirização, a Idaron contratou servidores comissionados e
os cedeu ao Mapa. A prática já foi considerada ilegal pela Justiça
Estadual, que condenou a Idaron a cancelar os contratos de trabalho.
Para o MPF/RO, a contratação precária de terceiros demonstra a
necessidade de pessoal efetivo, fazendo surgir o direito líquido e certo
dos aprovados em concurso público à nomeação.
O
procurador da República Raphael Bevilaqua afirma que “nestas condições,
a atividade tipicamente estatal de fiscalização e inspeção sanitária
vem sendo delegada, cotidiana e permanentemente, a particulares
contratados de forma precária. O concurso público regular é uma
conquista da democracia, feito para extinguir de nossas instituições os
'apadrinhados' e para que cargos criados por lei não se tornem 'moeda de
troca' de interesses duvidosos”.
Bevilaqua
acrescenta que a fiscalização deficiente por parte do Serviço de
Inspeção Federal (exercido pelo Mapa) pode ocasionar diversas
irregularidades com prejuízos irreparáveis, colocando em risco o
trabalho que tornou o Brasil uma referência mundial em produção e
exportação de alimentos, principalmente a carne bovina.
Além
de pedir a nomeação imediata dos aprovados em concurso público, o
MPF/RO também quer o cancelamento de todos os contratos ou convênios de
terceirização, atuais ou futuros. A ação civil pública pode ser
consultada no site da Justiça Federal, com o número
0000369-86.2016.4.01.4100.
