Coluna Almanaque: A ÉTICA E A MORAL À SERVIÇO DA ESCALA DE VALORES

Por Fábio Marques


 Por Fábio Marques

Na atual sociedade, a política da esperteza que só objetiva a obtenção de vantagens através da transgressão de normas de conduta em prejuízo daquilo que é correto, parecem que entraram na rotina de pessoas que se propagam como honestas e ilibadas. Por exemplo, trapacear no jogo, mesmo que seja no futebol, apesar de se considerar uma ação imoral por infringir princípios e valores de honestidade, é tido por adeptos desta nova jornada subscrita na epopeia humana, como ordem natural das coisas.
Hoje em dia, na escala de valores vigente, aquele que possui um milhão de reais, está valendo um milhão de reais; aquele que possui 100 mil reais, está valendo 100 mil reais, aquele que só possui Mil Reais, só está valendo Mil reais, e aquele não possui porra nenhuma na vida, este está fudido, até porque não está valendo porra nenhuma no mercado imposto por estes estafetas das “boas notícias” dos tempos modernos.
Numa discussão prosaica sobre qualquer assunto, quando se vêem perdidos pela pobreza de argumentos, aqueles que se orgulham de seus extratos bancários, procuram disfarçar o déficit cultural com a ostentação de valores e papéis-moedas, o que consiste no mais frágil dos argumentos. Pobres de espíritos, estes pobres com dinheiro preferem se afogar numa sociedade que supervaloriza os bens materiais e aonde tudo acaba virando comércio, até as relações de amizade.
Riqueza não é somente ter empresas, dinheiro a reboque e alta conta bancária. Riqueza é ter boas maneiras, educação, cultura, saúde, informação. Aliás, tudo diz respeito à cultura. Cultura é tudo aquilo que engrandece o espírito e a consciência. Muitas vezes a falta de informação ou potencial para análise e reflexão, constitui-se na maneira mais nítida de conservar algumas pessoas metidas a não sei o quê, afogadas na angústia e na sua própria ignorância.
Aliás, uma das coisas que mais se estranha neste vale de lágrimas é a gente ter que assistir ao discurso de alguns pobres diabos que se orgulham da riqueza de seus patrões que lhes pagam um salário e que, se pudessem não lhes pagariam nenhum centavo. Não meus amigos. Enganam-se aqueles que apostam que este artigo possui alguma pretensão anarquista. Nada disso. Não tenho nada em particular contra o lucro das empresas ou ideias contrárias à propriedade privada. A miragem que se fantasia neste artigo é que estas atividades deveriam ser realizadas com divisão de renda, geração de emprego e combate à miséria. Uma sociedade organizada desta maneira convive com o lucro, com a empresa privada, com os incrementos na economia e com a riqueza econômica de todos os cidadãos.
Enquanto existe gente que em sua ferrenha batalha por dinheiro e status no carrossel da vida exploram outros seres humanos, existe também gente que, através de suas práticas de valores, estimulam os demais, a reconhecer que a “vida louca vida”, embora às vezes ingrata, não é apenas uma válvula de escape. É para ser vivida todos os dias, apesar dos pesares.
*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.
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