Coluna Almanaque: A CIDADE DO MEDO

Por Fábio Marques

 


Por Fábio Marques

Nascido e vivido nesta província há mais de cinquenta anos, ainda me impressiona como a nossa cidade é pequena e medíocre. Como num espaço urbano só pode haver tanta gente covarde e hipócrita. Às vezes Guajará-Mirim parece ser a única cidade do mundo em que se condena aquele que fala a verdade.
Aqui se agride quem se coloca contra aqueles que escroteiam a cidade a cada ano que vai passando. Parece um bando de marias-chiquinhas numa cidade amarrada numa cabeça de cavalo que algum maluco enterrou na Praça Mário Correia. Uma cidade marcada pelo cabresto dos coronéis que a fundaram, e onde a covardia parece estar impregnada no DNA dos cidadãos que se acomodam sem esperar nada mais do que a mudança das estações.
Sim! A depender de uma parcela da população, tudo ficará do jeito que continua, ficando proibido até de se ventilar a hipótese de uma cidade melhor, com progresso, geração de emprego e renda. A eterna torcida do contra. São contrários à instalação de indústrias, de lojas comerciais que gerariam empregos e divisas, da construção da ponte Brasil-Bolívia, da Estrada parque. São contrários a tudo que pareça progresso e desenvolvimento.
Lógico que não podemos criticar por criticar sem ao menos ressaltar a importância de conjuntos sociais que batalham por mudanças no status-quo, mas cujas dinâmicas são travadas pelo sinal vermelho do modelo do atraso. A Associação dos filhos e amigos de Guajará é um clássico exemplo desta batalha. Afora esta associação e outras um pouco mais acanhadas, não se observa maiores agilizações políticas. Não vemos as pessoas levando as perguntas para a população e tão pouco trazendo da população as respostas para um confronto direto com aqueles que governam a cidade.
Desculpem-me pelo desabafo e pela revolta que vem tomando conta de minha alma nos últimos tempos. Mas muito acima de minha revolta com os caminhos que a cidade vai trilhando, encontra-se a decepção com as atitudes acomodatícias de nossos políticos e entidades. Comportam-se como se em Guajará-Mirim tudo corresse às mil maravilhas, sem desemprego, sem problemas na saúde, na educação, na vida urbana e nos arredores da cidade. Estas coisas machucam, humilham e exigem uma reação. Reajo na parte que me está cabendo. Através da caneta. Agora os setores que se omitem reagem à sua maneira, dizendo que as críticas que se registram são fornalhas de antipatias pessoais.
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Aliás, é primário reduzir às falsas antipatias as maiores questões que deveriam ser cuidadas por políticos e entidades, e que deveriam também ser objetos de denúncia, sendo ou não de agrado de quem tem o dever de recebê-la.
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Guajará-Mirim um dia foi aclamada como a cidade de vanguarda do Estado. Hoje a cidade não mais possui relevância no cenário regional. Sem nomes políticos a altura para colocar a cidade no âmbito das reivindicações das políticas sociais, Guajará-Mirim vagueia sem rumo e direção. Hoje, mais do que nunca, faz-se preciso um chamamento público com o objetivo de começar a escrever um novo futuro para Guajará-Mirim.

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