Projeto “Dialogando com Karl Marx: reflexão, ação e (cri)ação” é concluído em Guajará-Mirim

O projeto foi desenvolvido no período quase três.

 


O Projeto de Ensino Integrado: “Dialogando com Karl Marx: reflexão, ação e (cri)ação” teve seu encerramento no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Guajará-Mirim. A culminância do projeto foi realizada dias 30 de agosto, 2 e 3 de setembro de 2021, depois de dois meses desde o início em 5 de julho.

Coordenado pelas professoras: Maria das Graças Freitas de Almeida (Sociologia), Marcela dos Santos Lima (Artes) e Regina Coeli Araújo Bezerra Lopes (Português), o projeto envolveu todas as turmas dos primeiros anos dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio em Biotecnologia e em Informática do Campus Guajará-Mirim, mais convidados externos e apresentações artísticas. O formato foi por webconferência devido à pandemia de covid-19. Os alunos apresentaram seminários criativos, interativos e críticos ao fazerem uma analogia com a realidade vivenciada e os temas estudados.

 Segundo as coordenadoras, o projeto teve o objetivo de desenvolver um trabalho interdisciplinar entre Sociologia, Artes e Língua Portuguesa, envolvendo debates e reflexões acerca de temas pertinentes na construção de uma sociedade fundamentada em equidade e respeito para todos. Os grupos trabalharam com o livro “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, e com conceitos de alienação, mais valia, divisão de classe e a ideologia, do filósofo Karl Marx.

No campo sociológico foram debatidas as seguintes questões: Precisamos de heróis para nos governar? Os conceitos de mais valia, alienação e divisão de classe determinam nosso agir, pensar e sentir? Como os líderes totalitários se mantêm no poder? Esses questionamentos os levaram a refletir sobre as relações sociais, liberdade de expressão, inteligência emocional, socialização e ideologias de dominação.

Além das apresentações de seminários, cada turma convidou um palestrante para falar sobre o tema “A importância do senso crítico em nosso agir, pensar e sentir”.

No Curso Técnico em Informática Matutino, o palestrante foi o professor Especialista Carlos André Trindade de Oliveira. No curso Técnico em Informática Vespertino, o palestrante foi o professor Doutor Esdras Carlos de Lima Oliveira.

No curso Técnico em Biotecnologia Matutino, a palestrante foi a Professora/Pedagoga, Especialista em Neuropsicopedagogia e Libras, Meire Michele dos Santos Rocha Leal. E no curso de Técnico em Biotecnologia Vespertino, a Doutora Simone Moraes Stange.

O projeto demonstrou que o IFRO Campus Guajará-Mirim desenvolve junto aos alunos a formação profissional e humana, auxiliando na formação do pensamento crítico, através do conhecimento imparcial, criativo e coletivo, resultando em ações pautadas na resiliência, empatia e respeito, desta forma, busca-se a formação de cidadãos mais conscientes de seus direitos e deveres.

Segundo a Professora de Artes Marcela Lima, “projetos como esse contribuem para que a pessoa (alunos e todos os envolvidos) possa realizar-se como ser humano, desenvolvendo sua consciência sensível e inteligente, exercer a abertura para novas possibilidades criativas e criadoras que desembocam em uma busca permanente de significados maiores. Exercer a imaginação e as potencialidades criativas é exercer o poder de simbolizar, de associar, de (re)significar, é ultrapassar a imediatez das situações e criar uma situação nova, tendo em vista algo que está ausente, é buscar e buscar-se, propagando e reverberando no mundo uma trajetória singular de vida, de olhares, de quereres e de devires”.

Na disciplina de Artes, os discentes relacionaram o conteúdo trabalhado no projeto com a análise do filme “A Revolução dos Bichos: Animal Farm”. A primeira adaptação da obra-prima de George Orwell foi realizada em 1954 sob a forma de desenho animado numa coprodução britânico-americana. Os diretores pioneiros do longa-metragem foram John Halas e Joy Batchelor. O filme foi importante para a história do cinema na Inglaterra.

Animal Farm foi a segunda animação longa-metragem produzida no país (a primeira, Handling Ships, data de 1945). O filme foi indicado ao Bafta de melhor animação em 1954. Os alunos relacionaram o conteúdo “Teoria das Cores” com o desenho animado e produziram artisticamente suas impressões e expressões a partir das análises realizadas.  

A expectativa é que o projeto seja apresentado no Conpex (Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão) e no Eicit (Encontro de Iniciação Científica). “O objetivo foi desenvolver o protagonismo dos discentes, os quais deveriam desde o início responsabilizar-se pela formação dos grupos e convidar as atrações do evento, escolher de forma democrática a cor da roupa utilizada nas apresentações e preparar os materiais didáticos coletivamente utilizados pela turma”, explicam as coordenadoras.

  Discente do Curso Técnico em Informática, Renan Braga Nunes afirma que esta foi uma maneira de trabalhar na comunidade escolar a organização e o respeito entre os estudantes e os professores. “Nós que vivemos em sociedade devemos buscar nossos direitos de liberdade, igualdade e respeito. O Projeto de Ensino mostrou que todos têm direitos iguais, que nós cidadãos devemos saber sobre nossos direitos e leis. Também mostrou que um trabalho bem feito entre estudantes e professores traz informações que contribuirão para a formação de uma sociedade melhor”.

Segundo Nathália Rocha Limeira, estudante do Curso Técnico em Biotecnologia, o projeto foi bastante enriquecedor. “Ampliei meus conhecimentos e sinto que estou apta a expandi-los para todos que me cercam, desta forma, contribuindo para o conhecimento e a nova visão de mundo das pessoas”, afirmou.

   Para a Professora de Química, Simone Moraes Stange, foram levantadas reflexões que contribuíram para “edificarmos o viés da esperança e determinação contínua, que perfaz mutações positivas, na ação concreta, de que por meio dos aportes da educação tudo se amplia  na criação de novos e pertinentes conhecimentos”.

Fonte: Assessoria

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