Coluna Simpi – MEI da Mãe Atípica: proposta busca garantir renda sem perda de direitos
Assista: https://youtu.be/uiNlrtP6SgI
Fim da escala 6x1 avança, mas projeto de lei não é o caminho mais adequado
A discussão sobre o fim da escala 6x1 está em tramitação no Congresso Nacional por meio de diferentes propostas legislativas. Duas Propostas de Emenda à Constituição tramitam em conjunto. Uma delas, apresentada em 2019, prevê a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, com implementação gradual ao longo de até dez anos. Outra proposta, de 2025, propõe a substituição da escala 6x1 por um modelo 4x3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, também sem redução salarial. Paralelamente, o Poder Executivo encaminhou um projeto de lei que estabelece a adoção da escala 5x2, com cinco dias trabalhados e dois de descanso, mantendo a remuneração. A iniciativa foi apresentada por meio de legislação infraconstitucional, embora a jornada de trabalho e os regimes de escala estejam previstos na Constituição, o que, segundo a análise, exigiria alteração por meio de emenda constitucional. As propostas de emenda já tiveram a admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e seguem para análise em comissão especial. Após essa etapa, poderão ser levadas ao plenário da Câmara, onde dependem de quórum qualificado para aprovação. Em caso de aprovação, seguem para o Senado Federal, onde também passam por comissões e votação com exigência de maioria qualificada. A avaliação apresentada indica que a redução da jornada e a alteração das escalas podem gerar efeitos econômicos e estruturais. Há a possibilidade de mudanças nas formas de contratação por parte das empresas, com adoção de alternativas para compensar a redução de horas trabalhadas. Também é apontada a hipótese de diminuição da operação em determinados dias da semana, o que pode impactar a produção. Outro efeito considerado é o aumento de custos operacionais, que poderiam ser repassados aos preços de bens e serviços. Nesse cenário, trabalhadores seriam afetados pelo encarecimento do consumo. Há ainda a possibilidade de substituição de trabalhadores com remuneração mais elevada por outros com salários menores, como forma de ajuste por parte das empresas. A análise também projeta impactos macroeconômicos, como redução da atividade produtiva, reflexos no Produto Interno Bruto e queda na arrecadação tributária de entes federativos. A diminuição da produção e das horas trabalhadas é apontada como um dos fatores associados a esse cenário. Entre os segmentos mais afetados, são mencionadas micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais. Esses agentes já enfrentam limitações relacionadas a custos e à atualização de limites de faturamento. A eventual ampliação de despesas com mão de obra é indicada como um fator adicional de pressão, com possibilidade de redução de postos de trabalho ou encerramento de atividades. A análise destaca a necessidade de avaliação dos efeitos das propostas sobre trabalhadores e empresas, considerando os impactos na organização do trabalho, na atividade econômica e na formalização. Também aponta a importância de equilíbrio entre a proteção ao trabalhador e a sustentabilidade das atividades empresariais.
Assista: https://youtu.be/Z_x7iwvwfMk
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Somando feriados o 5x2 e não trabalhar aos domingos sobra o quê?
A proposta de ampliação da escala de trabalho 5x2 — cinco dias de atividade para dois de descanso — tem ganhado força nas discussões sobre qualidade de vida e direitos trabalhistas no Brasil. Quando somada à proibição de trabalhos aos sábados e domingos, a medida parece, à primeira vista, um avanço natural. No entanto, para boa parte dos empresários, a realidade é bem mais complexa. O principal ponto de tensão está na conta que precisa fechar no fim do mês. O Brasil possui um número elevado de feriados ao longo do ano, incluindo datas nacionais, estaduais e municipais. Quando esses dias são combinados com as folgas obrigatórias da escala 5x2 e a restrição de funcionamento aos domingos, o total de dias úteis disponíveis para operação diminui significativamente. Para setores que dependem de funcionamento contínuo — como comércio, alimentação, transporte e serviços essenciais — essa redução cria um desafio operacional imediato. As empresas precisam reorganizar turnos, contratar mais funcionários ou arcar com custos adicionais de horas extras. Em muitos casos, isso representa um aumento direto nas despesas, sem garantia de crescimento proporcional na receita. A situação se torna ainda mais delicada para micro e pequenas empresas . Com estruturas mais enxutas e menor capacidade financeira, essas empresas têm menos margem para absorver mudanças na jornada de trabalho. O resultado pode ser a redução do horário de atendimento, perda de competitividade ou até mesmo o fechamento de unidades. Outro fator que pesa contra a adoção ampla do modelo é a rigidez das regras trabalhistas. Embora existam possibilidades de acordos coletivos, nem sempre há flexibilidade suficiente para adaptar a jornada às necessidades específicas de cada setor. Isso gera insegurança jurídica e dificulta o planejamento de longo prazo. Especialistas destacam que a discussão não deve ser tratada como um conflito direto entre patrões e empregados, mas sim como um problema estrutural. Em países onde modelos semelhantes funcionam melhor, há condições diferentes, como menor carga tributária, maior produtividade e regras mais flexíveis de contratação. No cenário brasileiro, a equação ainda é difícil de resolver. Garantir mais descanso ao trabalhador é um objetivo legítimo, mas a sustentabilidade das empresas também é essencial para manter empregos e movimentar a economia. Diante disso, a pergunta que ecoa entre empresários continua sem resposta simples: somando feriados, aplicando o 5x2 e eliminando o trabalho aos domingos, sobra tempo suficiente para manter os negócios funcionando de forma viável? Por enquanto, o tema segue em debate — e exige equilíbrio, diálogo e soluções que considerem a realidade de todos os lados envolvidos.
Assista: https://youtu.be/uGVdZAbBA2Q
SIMPI MT faz Diagnóstico: Por que tantas empresas não conseguem crescer?
Mato Grosso vive um momento econômico expressivo, mas a verdadeira força que sustenta esse crescimento ainda passa despercebida por muitos: os pequenos negócios. Com mais de 462 mil empresas entre MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, esse segmento representa cerca de 94% do total de empresas ativas no estado e responde por mais de 82% dos empregos gerados. Não se trata de participação secundária — trata-se da base real da economia. Esse cenário revela uma oportunidade clara, mas também um desafio estrutural. O ambiente atual favorece a abertura de empresas, porém ainda impõe barreiras significativas ao crescimento. O resultado é um ciclo recorrente: o empreendedor inicia, sobrevive, mas encontra dificuldades para expandir. Burocracia, acesso limitado ao crédito e complexidade tributária continuam sendo entraves que impedem a evolução de milhares de negócios. Ao mesmo tempo, o impacto dos pequenos negócios vai além dos números. Eles estão presentes em todos os municípios, impulsionando economias locais, gerando renda e reduzindo desigualdades regionais. Fortalecê-los não é apenas uma pauta econômica — é uma estratégia de desenvolvimento sustentável. Diante desse contexto, torna-se essencial transformar volume em crescimento real. O empresário precisa enxergar o momento como uma janela de oportunidade, enquanto o ambiente institucional deve evoluir para permitir essa escalada. O SIMPI reforça seu papel como agente estratégico nesse processo, defendendo condições mais favoráveis para que o pequeno negócio não apenas exista, mas cresça, se fortaleça e continue sendo o verdadeiro motor da economia.
Acesse aqui o levantamento completo sobre os pequenos negócios em Mato Grosso: https://drive.google.com/file/d/1SIuPnkO1rLmmpxJpW3W2pwtsVtwQxy2T/view?usp=sharing
Fonte: Assessoria


