Crônicas Guajaramirenses: Os edifícios têm alma e seus esqueletos, também!

Por Paulo Saldanha
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Por Paulo Saldanha

Os administradores da coisa pública que são omissos precisam ser queimados no mármore do inferno!

Com efeito, esses que se arvoram em dominar a política, se candidatam e se elegem, quase sempre mentindo, deveriam merecer severa punição por declamar a máxima de que “não faço nada porque 50% dos problemas não têm solução... e os outros 50% se resolvem por si só”...” por isso não planejam, não decidem, não agem!

E me refiro nos três níveis da administração pública; federal, estadual e municipal!

E vamos aos nomes dos esqueletos. Numa noite, por desleixo, uma das tesouras do telhado da Biblioteca Pedro Nicolau Flores, ali ao lado da Câmara Municipal de Guajará-Mirim, destroçada por cupins, toda carcomida, ruiu e fecharam as portas daquele mais que importante, o imprescindível ente público que jaz inerte, esquecido e –parece– invisível como ex-integrante do cenário de Guajará-Mirim.

E nós já nem dizemos mais nada...

Pouco tempo antes, no lugar aonde funcionou a cadeia pública, alguém com sensibilidade aflorada, substituiu-a pela biblioteca Jarbas Passarinho. Por falta de manutenção deixaram-na morrer à mingua. Durante as festas cívicas do 7 de Setembro, montam, um grande e vistoso painel, com o tecido TNT, mascarando aquela frente do prédio para que os viventes da cidade também dissimulem e não falem mais nada...

E vamos caminhando no rumo do centro antigo e chegamos no prédio construído para ser (e foi durante anos e anos) o Hotel Guajará.

Quanta vergonha!

Fechado o hotel, um dia o transformaram no Durvalina Stilbem de Oliveira, uma homenagem ao Governador Jorge Teixeira, nomeando aquele centro de instrução com o de sua veneranda mãe.

“Quem abre uma escola fecha uma prisão”, disse Victor Hugo, o francês. Em sentido contrário fecharam uma escola!

Com o fechamento da Escola, muitas cadeias serão ou já foram abertas.

E hoje lá dentro moradores de rua, viciados em drogas e alguns marginais se amontoam no lugar que já foi utilizado por hóspedes de renome e depois estudantes que imaginavam ali recolher o caminho para um futuro promissor.

Hoje flagelados, os desafortunados, gente despossuída, excluída da vida decente, por falta de outra opção, sem outras perspectivas, que se mistura, numa promiscuidade tal, levando lixo, entulho, fragmentos de bagulhos e crack, sujeitando-se à morte, que pode ser ceifada em face da negligência e descuidos pelo poder público, que deixou de se responsabilizar pela manutenção. A qualquer hora o telhado poderá ruir...

Falta de ação que, se ocorresse, conduziria à prevenção e o prédio seria salvo!

Falta de gestão de alguém de direito! Falta, enfim, de vergonha e de cobrança pelos órgãos de controle...

Mas, convém recordar que não é apenas o poder público o responsável pelas mazelas regionais. Lembremo-nos que o Cine Guarany e o Clube Helênico Libanês jazem tombados pela incúria e demonstrando que a geração dos anos 20, 30, 40, 50 e 60 foi legatária de tantas conquistas que essa atual “viciada na omissão e na negligência”, na inação e na ausência de amor à terra e, em respeito aos homens e mulheres do passado, deveriam honrar e enaltecer, cuidando desses entes privados dos quais receberam como legado.

Que pena!

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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