Jornal O Mamoré
GUAJARÁ-MIRIM Rondônia

Coluna Almanaque: PELAS ONDAS DO RÁDIO


 Por Fábio Marques

Na época em que nossa TV não passava de uma estação repetidora, era comum em dias de jogos, todo mundo ficar na calçada de casa com o radinho grudado na orelha, para acompanhar os confrontos do futebol. Naquele tempo era natural a gente se habituar com equipes como Bonsucesso, Goitacaz, São Cristóvão, Madureira e Olaria. E os estádios? Moça Bonita, Ítalo Del Cima, Caio Martins, Rua Bariri e Marechal Hermes. Essa gama de informações chegava até nós pela Rádio globo, através do radialista Valdir Amaral, e da Rádio nacional, através do genial José Carlos Araújo.
Poderia contar uma porção de causos que se passavam ao pé do rádio, mas vou ater-me apenas ao relato das transmissões da Nacional e da Rádio Globo. De antemão quero explicitar que foi graças a estes radialistas que passei alguns dos melhores momentos de minha vida. Mas comecemos por Valdir Amaral.
O início da transmissão já preparava o clima da grande tarde de futebol. Valdir Amaral atacava assim: “Você ouvinte é a nossa meta. É pensando em você que buscamos fazer o melhor. Em nome de Bradesco, garantia de bons serviços e Ponto Frio Bonzão...”. Sua voz pausada e solene dava o tom do que significava o futebol para um menino de 10 anos de idade: um embate entre as forças do bem (o meu Vascão da Gama) e o reino das trevas (qualquer outra equipe que você possa imaginar).
Minha medíocre e insossa existência achava uma nova dimensão quando ouvia algo assim: “Avança Marco Antônio pela ponta esquerda, gira a canhota, procura Dirceu e lança. Dirceu recebe, calcula, executa... a pelota chega agora a Zanata. Zanata livra-se da marcação de Carpegianni, capricha e estica para Roberto. Recebe Roberto, passa pelo primeiro, passa pelo segundo desfere o morteiro... é gol... goooool do Vasco da Gama... Roberto Dinamite! Dez é a camisa dele. Indivíduo competente este Roberto. Tem peixe na rede do Flamengo”. Todos os gols narrados por Valdir Amaral seguiam este padrão de narração.
Falemos agora de José Carlos Araújo que começava assim: “Voltei... em nome de Francisco Xavier Imóveis, sua garantia imobiliária, Caixa Econômica Federal, Havoline, o óleo dourado da Texaco e Praianinha, gostosa demais... Olha o Vascão aí de novo... é o Vascão do Martinho da Vila pelas quebradas da direita com Wilsinho, tabelou com Zanata que livrou-se da marcação de Adílio, lançou em profundidade para Roberto, matou no peito, arreou no gramado, driblou Cantarelli, atirou, entrou.... goooool... Rô... Rô... Roberto Dinamite, camisa número 10... o Machão da Gama ta demais...”
Qual o melhor? Quando garoto, confesso que gostava da explosão do José Carlos Araújo. Mas a experiência me fez apreciar a elegância do Valdir Amaral, ainda mais pelo fato do mesmo ser vascaíno. Hoje sua voz está morta, mas seus gritos de gol continuam ecoando através dos tempos nas ondas do infinito. E eles vão ocupar um lugar muito especial nos corações dos verdadeiros amantes do futebol com estas emoções baratas, mas que afinal, alimentam nossos pobres espíritos.

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