Coluna Almanaque: A ARTE DE FAZER POLÍTICA

Por Fábio Marques


 Por Fábio Marques

Neste final de semana a professora Lucila Socorro agradeceu a todos os amigos e conhecidos através das redes sociais os 290 votos obtidos na última eleição municipal. Apesar de não ter sido eleita, a professora disse estar feliz e que sua maior conquista foi conseguir atingir consciências através da vontade política de construir uma Guajará-Mirim com mais justiça social e melhores condições de vida para todos os cidadãos.
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Lucila Socorro ressaltou que vai continuar fazendo seu trabalho no sentido de procurar soluções para as demandas das pessoas mais carentes e dar voz e direitos para aqueles que mais precisam, independente de mandato político.
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É preciso realçar o arrojo da professora Lucila Socorro no tocante às questões sociais em todos os aspectos e segmentos. Seus conselhos e conceitos nos fazem refletir e descobrir a nós mesmos. Lucila Socorro é um exemplo para todas as mulheres, e por que não dizer, para nós homens também. Parabéns professora, pela sua coragem e pelo seu destemor.
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O candidato à prefeito João Soares precisa urgente fazer uma autocrítica. Com a eleição nas mãos, acabou deixando escapar a vitória por conta da falta de traquejo político ao lidar com as pedradas contrárias. Ora! A política também é a arte de engolir sapos. E na política existe uma tabuada cuja equação exige o somatório à priori para posterior divisão. Partindo para o embate direto com 150 partícipes de um grupo de Whats app, o candidato acabou perdendo no mínimo 600 votos que poderiam decidir a eleição a seu favor.
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A fantasia do poder também acabou cegando o candidato que se carregou de certezas, impôs barreiras às pessoas a quem poderia ter como aliados e se autodestruiu. Com alta rodagem na vida política, parece nunca ter tido contato com o Breviário Dos Políticos do Cardeal Mazzarin ou mesmo com O Príncipe de Maquiavel. De acordo com estes autores, quando se adentra a política, é preciso costurar acordos com os piores inimigos. E em se falando de eleição, não existe código de ética. Fatura a eleição quem faz coalizões. A quem prefere isolar-se, acaba restando a derrota.
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Aí vem a questão do marketing. O quanto não se empreendeu nesta odisseia? Logística do Governo do Estado, pesquisas de opinião, consulta de imagem, equipe técnica de primeira para gravação audiovisual, carros de som e o escambau, que queiramos ou não implica o dispêndio de vultosas quantias de dinheiro para uma frustração no alcance do objetivo que resultou na eleição de quem trabalhou a campanha sem discurso algum acerca das propostas, mas não obstante, com mais apelo popular e apoiamento de quase todo o aparelho político da cidade.
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Um festival de acusações pesadas e ataques violentos se fizeram presentes entre dois candidatos nos minutos finais da peleja eletiva de 2020. Antigas rixas pessoais e despeitas vieram à público. Fraturas morais foram expostas num processo onde os princípios e valores se romperam através de rancores e más vibrações. O caso deverá esquentar os balcões da Justiça em 2021.
*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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