Coluna Almanaque: INVERSÃO DE VALORES

Por Fábio Marques

 


Por Fábio Marques

Aqui e acolá tenho ouvido disse-me-disses de senhoras que só querem saber de futilidades via Internet, conversar sobre como melhorar a bunda na academia a fim de parecer mais gostosa para o par sexual ou discutir o que viram na televisão. A capacidade de raciocinar de maneira crítica destas mulheres foi para as cucuias. O Big Brother Brasil e outras porcarias tomaram conta de seus cérebros. Esta avalanche de coisas inúteis é que destrói a essência da alma humana em todo o seu contexto.
No Planeta dos Homens a coisa não é diferente: tudo o que a Televisão manda fazer, os imbecis obedecem. Só falam em comprar automóvel com freios ABS, câmbio automático, computadores de bordo, GPS, faróis de Mercúrio, pneus radiais tala-largas, frigobar, vidros fumês capazes de fotografar a paisagem em três dimensões e o diabo a quatro. Depois de falarem mal de todos os políticos nas rodadas de boteco, eles embarcam e vão embora nos seus Mitsubishis ou Mercedes-Benz que pagam a prestação mas que lhes enchem de orgulho. Para estes cretinos, um Mitsubishi, um Mercedes-Benz ou outro possante qualquer é muito mais importante do que eu ou você. Para estes medíocres, um bom carro do ano mesmo quando pago a prestações é o primeiro passo para a estrada do sucesso. Aí eles passam no Posto Texaco, colocam gasolina e vão pegar suas mulheres que os corneiam a torto e a direito, para juntos seguirem felizes para a Festa do Hawai.
Lógico que estes exemplos de “modus vivendi” só encontram agasalho em gente de mente tacanha. Pobres de espírito, não importa o quanto possuam. O pior é que alguns aí se dizem até doutores, enquanto outros abusam no atropelo das leis.
Ora meus culhões! Não existe ninguém melhor do que ninguém, assim como também não existem doutores. Os doutores morreram! Hoje quem está na cadeia doutora-se em disciplina e sabe muito mais de justiça do que aqueles que de forma oficiosa as executam. Quem está na cadeia sabe muito mais sobre a importância do direito de ir e vir do que aqueles que gastaram anos para se formarem em qualquer coisa.
A verdade é que alguns destes escrotos dizem não acreditar em Deus, mas precisam de deuses para continuar vivendo, sejam eles whats’apps, novelas, Flamengos, Corinthians, qualquer coisa que lhes deem sentido às suas ignorâncias. Contudo, está passando da hora de colocar a mão na consciência e começar a enxergar que jogadores de futebol não são deuses, atores de novela não são deuses, cantores sertanejos não são deuses, automóveis não são deuses e muito menos diplomas são deuses.
O que a gente precisa é de pessoas que não se apeguem a ídolos, de pessoas ricas de espírito, de senso de justiça, de compaixão, de consciência ética, de esteio cultural, de pessoas que não são escravas do consumo nem da televisão e muito menos dos próprios desejos. A cada passo que a gente der no caminho da cidadania através da cultura, muito mais seremos nós mesmos.
*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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