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Fiscalização do Patamo frustra transporte irregular por porto clandestino em Guajará-Mirim

Momento que a embarcação atracou novamente em solo brasileiro

No início da noite de terça-feira, 3, a equipe do Patrulhamento Tático Móvel - Patamo, do 6º Batalhão da Polícia Militar, recuperou um bem de origem suspeita e impediu o transporte da bicicleta para a Bolívia, durante ação realizada às margens do rio Mamoré, em Guajará-Mirim - RO.

A ocorrência foi registrada na Avenida Beira Rio, nas proximidades do antigo Porto da Enaro, mais precisamente em um porto clandestino conhecido como “Pérola Negra”, localizado na região central do município. O local é conhecido pela utilização frequente em práticas ilícitas e evasão de infratores para o país vizinho.

Durante patrulhamento preventivo, a guarnição foi abordada por um popular que preferiu não se identificar, informando que um homem conhecido na região pela prática reiterada de furtos havia acabado de adentrar o porto clandestino transportando uma bicicleta feminina de cor roxa.

De imediato, a equipe do Patamo deslocou-se ao local, onde visualizou uma embarcação fluvial afastando-se da margem do rio, com três ocupantes a bordo, além de uma bicicleta com as mesmas características descritas na denúncia. Um dos ocupantes apresentava características físicas compatíveis com as repassadas pelo informante.

Os policiais emitiram ordem de parada em alto e bom som ao condutor da embarcação, que não foi obedecida, prosseguindo o barco em direção ao território boliviano, demonstrando clara intenção de evasão. Diante da desobediência, a ordem foi reiterada. Nesse momento, o barqueiro levantou-se e realizou um gesto brusco com a mão, apontando em direção a um dos policiais, atitude interpretada como ameaça iminente à integridade física da equipe.

Para resguardar a própria vida e a segurança dos policiais, foi efetuado um disparo de arma de fogo, cessando a injusta ameaça. Em seguida, o condutor conduziu a embarcação de volta à margem, onde atracou.

Durante a abordagem, constataram que o barqueiro apresentava lesões na mão direita e no ombro esquerdo, com sangramento. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros socorros, conduzindo-o posteriormente ao Hospital Municipal Perpétuo Socorro, onde permaneceu sob cuidados médicos.


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Um dos passageiros, de nacionalidade boliviana, relatou à guarnição que estava atravessando para a Bolívia pelo porto clandestino quando outro homem embarcou de forma apressada e nervosa, portando uma bicicleta feminina de cor roxa. Segundo ele, ao perceber a presença da Polícia na margem, o passageiro demonstrou preocupação e pediu para o barqueiro retornar, ordem que não foi obedecida. O relato confirma que, após nova ordem policial, o barqueiro realizou gesto com a mão em direção aos militares, momento em que foi ouvido o disparo.

O terceiro ocupante da embarcação, um homem de 45 anos, se apresentou inicialmente com nome falso e estava na posse da bicicleta. Durante a abordagem, demonstrou comportamento evasivo e forneceu informações contraditórias. Após consulta aos sistemas de segurança pública, foi constatado que a identidade apresentada era falsa, sendo identificado o nome verdadeiro do suspeito, o qual faz uso de tornozeleira eletrônica.

Ainda conforme verificação, o dispositivo de monitoramento encontrava-se desligado no momento da abordagem. Em consulta complementar junto à Secretaria de Estado de Justiça - Sejus, foi apurado que o homem consta como foragido do sistema prisional desde o dia 27 de janeiro de 2026, embora não houvesse, até o momento, mandado de prisão ativo em seu desfavor.

Questionado sobre a procedência da bicicleta, o suspeito entrou em contradição e não apresentou explicação plausível, reforçando a suspeita de que o bem seria produto de crime patrimonial. Ele afirmou ainda que pretendia fugir para a Bolívia. O homem apresentava uma lesão no olho esquerdo e alegou que havia sido agredido ao cobrar por um serviço prestado.

O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Polícia Civil de Guajará-Mirim, juntamente com a bicicleta recuperada, para as providências cabíveis. De acordo com informações apuradas, após os procedimentos, ele não permaneceu preso e foi liberado, a proprietária da bicicleta não foi localizada até aquele momento.

Fonte: O MAMORÉ



 

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