Greve de transportes atinge regiões da Bolívia e fecha fronteira com Guajará-Mirim
A greve do setor de transportes já impacta diversas regiões da Bolívia e chegou à cidade de Guayaramerín, no departamento de Beni, nesta terça-feira, 5, com reflexos diretos na fronteira com Guajará-Mirim - RO. A paralisação, de caráter nacional e com duração inicial de 24 horas, resultou no fechamento da travessia entre os dois países, afetando o fluxo de pessoas e mercadorias.
De acordo com informações apuradas pelo Jornal O Mamoré, embarcações estão impedidas de sair dos portos bolivianos, e aquelas que partirem do lado brasileiro não estão autorizadas a atracar em território boliviano até nova deliberação das entidades do setor.
O movimento grevista foi iniciado por motoristas que protestam contra a má qualidade do combustível e a escassez recorrente do produto no país. A categoria também reivindica melhorias na infraestrutura das estradas e denuncia a falta de indenização para proprietários de veículos que teriam sido danificados pelo uso de combustível adulterado.
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Segundo lideranças do setor, o protesto faz parte de uma “greve nacional escalonada”, definida após reunião da Confederação Boliviana de Motoristas. Representantes afirmam que, apesar de acordos anteriores firmados com o governo, as promessas não foram cumpridas.
“O governo apenas firma compromissos, mas não executa as medidas acordadas”, declarou um dos representantes da categoria, ao destacar que há mais de um mês ocorreram reuniões com ministros para tratar das demandas.
Por outro lado, nem todas as regiões aderiram ao movimento. Em Santa Cruz, por exemplo, a Federação Departamental de Cooperativas de Transporte (Fedectrans) informou que seguirá operando normalmente, mantendo o compromisso com o diálogo.
O governo boliviano tentou evitar a paralisação ao convocar uma reunião na segunda-feira, mas os representantes dos motoristas não compareceram.
A situação na fronteira segue sendo monitorada, e ainda não há previsão para a normalização do tráfego entre Guajará-Mirim e Guayaramerín.


