Coluna Almanaque: A PANDEMIA E A CIDADE FANTASMA

Por Fábio Marques


 Por Fábio Marques

Deu no site Mais Rondônia: Por conta da pandemia que assola o planeta e dos altos índices de óbitos que ocorrem todos os dias em Guajará-Mirim, esta província estaria correndo o perigo de ser riscada de vez dos mapas da geografia física tornando-se para sempre uma cidade fantasma. No tópico sobre o assunto, o site denuncia como fator culpável o pouco caso dos políticos da cidade em relação ao colapso do sistema de saúde municipal.
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Gostaria de registrar meu protesto contra o manifesto de algumas pessoas que se fizeram presentes na reunião da Câmara Municipal que ocorreu na segunda-feira. Estas pessoas precisam fazer uma autocrítica para saberem que partindo para o confronto acabam criando mais obstruções ao consenso das concepções acerca do processo.
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A Câmara Municipal é a Casa do Povo. Não é a casa da mãe Joana. Não é a casa da algazarra, do tumulto, da baderna, da anarquia. É a casa do povo ordeiro, educado, da boa conduta e postura, que sabe se comportar de maneira decente e sociável.
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Nada contrário ao corredor de justos reclames por parte dos membros do levante. Contudo, o legítimo direito de reclamar por atitudes políticas não poderá jamais se confundir com a falta de respeito às autoridades constituídas. O escarcéu que promoveu esta juntura atrapalhou o trâmite normal da reunião da Câmara e atentou contra o Estado Democrático de Direito.
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Explique-se: naquele consórcio havia pessoas tanto alheias às questões concretas acerca das obrigações práticas do processo cameral como por demais focadas nos vislumbres com a vaidade pessoal de um dia também estarem a desfrutar das amarras do poder político. A síntese do teatro armado no malfadado protesto resume-se em que toda a histeria que clamava por soluções rápidas e urgentes para o caótico estado de coisas em que se encontra atolado o sistema de saúde, acabou findando em gemidos e sussurros sem potências e sonâncias.
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Nos infindáveis anos 80 a Rádio Educadora transmitia todos os sábados o programa A Voz da Contag, da Pastoral da Terra. Com respaldo da Igreja Católica, este programa brigava por melhores condições para o camponês que sobrevivia da produção nas pequenas colônias, pela reforma agrária, por créditos e tecnologia para as famílias que residiam na roça, pelos serviços sociais e direitos humanos a todos os que dependiam do que produziam em seus pequenos espaços de terra para sustentar suas famílias.
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Por esta época foi também lançado o livro Brasil Nunca Mais, que apontava os casos de tortura, sequestro, censuras, atos ilegais e mortes que ocorreram durante os chamados anos de chumbo. De autoria do cardeal Evaristo Arns, o compêndio tornou-se um best-seller.
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Hoje, por não querer permitir que as coisas que relatam este tratado se repitam, a Rádio Educadora adverte vez por outra através das editorias, para que todos se coloquem atentos para mudanças drásticas nas leis. A Rádio Educadora é uma emissora católica? Sim. É contra o fascismo? Lógico que sim. É a favor da liberdade de expressão? Também sim.
*O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Mamoré não tem responsabilidade legal pela "opinião", que é exclusiva do autor.

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